Acredito que deva-se sempre desejar, exigir e aceitar da vida o melhor. Não aceite nada abaixo do que merece. Se Podemos ter o melhor, não há porquê se contentar com o pior.
Mas de vez em quando, precisamos tomar um sacode da vida para valorizar o que temos.
Minha profissão me traz a vantagem de viver um pouco da vida de outras, de crescer pessoalmente, mas traz também o fardo de saber que o mundo não é cor-de-rosa para todos... Às vezes nem preto e branco.
Vivo com estas pessoas dramas que antes apenas lia a respeito ou via como algo distante. E muitas vezes ainda duvido que tanta maldade possa estar acontecendo ao meu redor.
São tantos defeitos graves, tantas humilhações e feridas que provocamos uns nos outros... Assim nem parece que somos irmãos, frutos de uma mesma coisa.
Sendo você espertalhão e o outro bobo, isto não te dá o direito de se aproveitar. Só precisamos de trancas nas portas porque não confiamos uns nos outros. Mas viemos do mesmo lugar, somos irmãos e irmãos não podem viver assim.
Temos tudo em nossas mãos, mas optamos pelo egoísmo, pela incerteza, pelo comodismo. É o reino do “eu” e do “meu”, onde nada mais importa.
Em detrimento de toda plenitude que poderíamos ter, vieram a falta de dignidade, amor próprio, sanidade, respeito, sanidade e de qualquer coisa que se pareça com “vida em abundancia”.
Está muito claro que este mundo como é, está prestes a terminar. Não só do ponto de vista espiritual quanto material. Vejo uma nova humanidade renascer das cinzas deste inferno criado. O desespero, o medo e a maldades serão o adubo da perfeição.
Enquanto isso, carrego na alma a dor de saber demais. Saber demais sobre vidas que não são a minha. A dor de não poder mudar o passado. A dor de guardar segredo. A dor de sentir solitariamente experiências que nem são minhas. A dor de compreender profundamente a razão do mundo estar assim. O ciclo de sofrimento, karma atrás de karma, quando podemos evoluir pelo bem e não pelo caos.
Ao terminar de escutar aquelas historias que fazem me sentir uma princesa pela vida que tenho, olho no fundo dos olhos dessas pessoas e divago em silêncio sobre quanta gratidão tenho obrigação de guardar e emanar. Porque com todas as dificuldades que tive, jamais sofri um milionésimo dos traumas que estas pessoas sofreram.
Posso dizer que o sofrimento é tanto, que a morte menos desgosto do que a vida em miséria. Mas a estas pessoas, não foram dadas opções.
Cresci num lar com problemas como tantos outros, mas tive proteção, família e o básico material. Sem luxos e com liberdade.
Neste mundo, quem tem isso já é realeza.
Mas logo a felicidade será a rotina. Poderemos fazer o que quisermos porque só o bem será possível. Nada mais.
Mas de vez em quando, precisamos tomar um sacode da vida para valorizar o que temos.
Minha profissão me traz a vantagem de viver um pouco da vida de outras, de crescer pessoalmente, mas traz também o fardo de saber que o mundo não é cor-de-rosa para todos... Às vezes nem preto e branco.
Vivo com estas pessoas dramas que antes apenas lia a respeito ou via como algo distante. E muitas vezes ainda duvido que tanta maldade possa estar acontecendo ao meu redor.
São tantos defeitos graves, tantas humilhações e feridas que provocamos uns nos outros... Assim nem parece que somos irmãos, frutos de uma mesma coisa.
Sendo você espertalhão e o outro bobo, isto não te dá o direito de se aproveitar. Só precisamos de trancas nas portas porque não confiamos uns nos outros. Mas viemos do mesmo lugar, somos irmãos e irmãos não podem viver assim.
Temos tudo em nossas mãos, mas optamos pelo egoísmo, pela incerteza, pelo comodismo. É o reino do “eu” e do “meu”, onde nada mais importa.
Em detrimento de toda plenitude que poderíamos ter, vieram a falta de dignidade, amor próprio, sanidade, respeito, sanidade e de qualquer coisa que se pareça com “vida em abundancia”.
Está muito claro que este mundo como é, está prestes a terminar. Não só do ponto de vista espiritual quanto material. Vejo uma nova humanidade renascer das cinzas deste inferno criado. O desespero, o medo e a maldades serão o adubo da perfeição.
Enquanto isso, carrego na alma a dor de saber demais. Saber demais sobre vidas que não são a minha. A dor de não poder mudar o passado. A dor de guardar segredo. A dor de sentir solitariamente experiências que nem são minhas. A dor de compreender profundamente a razão do mundo estar assim. O ciclo de sofrimento, karma atrás de karma, quando podemos evoluir pelo bem e não pelo caos.
Ao terminar de escutar aquelas historias que fazem me sentir uma princesa pela vida que tenho, olho no fundo dos olhos dessas pessoas e divago em silêncio sobre quanta gratidão tenho obrigação de guardar e emanar. Porque com todas as dificuldades que tive, jamais sofri um milionésimo dos traumas que estas pessoas sofreram.
Posso dizer que o sofrimento é tanto, que a morte menos desgosto do que a vida em miséria. Mas a estas pessoas, não foram dadas opções.
Cresci num lar com problemas como tantos outros, mas tive proteção, família e o básico material. Sem luxos e com liberdade.
Neste mundo, quem tem isso já é realeza.
Mas logo a felicidade será a rotina. Poderemos fazer o que quisermos porque só o bem será possível. Nada mais.
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